terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Afinal, o que é sustentabilidade?

        Sustentabilidade é a palavra que mais se ouve e se lê por aí. Mas afinal o que é sustentabilidade?.Em primeiro lugar, trata-se de um conceito sistemico, ou seja, ele correlaciona e integra de forma organizada aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade. A palavra-chave é continuidade como esas vertentes podem-se manter em equilíbrio ao longo do tempo.
        Entretanto, como conciliar os interesses em conflito, que interfere de forma significativa nas questões ambientais?. O ser humano não de dá conta e nem verdadeiro valor aos recursos da humanidade, frente a apreservação do que verdadeiramente impulsiona o desenvolvimento global, sendo que deve  haver  integração de todos os aspectos politicos, sociais ou economicos de forma organizada para que possa haver um equilibrio entre ambos. Os recursos naturais como água, florestas, o ar e entre outros, são exemplos de sobrevivência a todos os seres vivos seja direta ou indiretamente , mesmo que diante deles pessoas e países entrem em disputa colocando de forma inconciente seus próprios interesses em detrimento dos bens essenciais, ou seja, somos dependente por inteiro dos mesmos, mas para que esses bens  se perpetue , devemos conciliar nossos interesses respeitando o meio em que vivemos e  as limitações da natureza.    
        De uma forma simples, podemos afirmar que garantir a sustentabilidade de um projeto ou de uma região determinada; é dar garantias de que mesmo explorada essa área continuará a prover recursos e bem estar econômico e social para as comunidades que nela vivem por muitas e muitas gerações. Mantendo a força vital e a capacidade de regenerar-se mesmo diante da ação contínua e da presença atuante da mão humana.


Saionara Moreira do Carmo.

sábado, 11 de dezembro de 2010

SUSTENTABILIDADE X ECONOMIA

SOBRE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL - Parte III

Victor Soares – Jornalista

A discussão sobre a relação entre o crescimento econômico e a preservação ambiental volta à tona. A revista alemã "GEO" fez uma reportagem que indica Cuba como país de destaque em relação à preservação ambiental mundial. Tudo isso, segundo a revista, é fruto, principalmente, da falta de investimento econômico da ilha.
O exemplo ecológico cubano seria, portanto, uma conseqüência do seu desenvolvimento limitado. Os estudos da revista apontam Cuba como o único país do mundo a conseguir a façanha de obter um "desenvolvimento sustentável". Rótulo que é perseguido por todos os países de primeiro mundo, que assinam tratados e acordos, a todo o momento, em busca da preservação ambiental.
O responsável do especial da revista "GEO" sobre a ilha, Patrick Symmes, afirma que Cuba deve seu destaque ecológico "a uma mistura de política verde visionária, uma grande incompetência econômica e um toque de brutalidade vermelha."
Apesar de todo esse avanço na preservação ambiental e da biodiversidade, Cuba também possui indústrias que contam com uma tecnologia bastante atrasada, o que gera uma enorme emissão de gases poluentes. Outro dado negativo são os números que afirmam que a ilha precisa importar 80% dos alimentos consumidos por seus 11,3 milhões de habitantes. O motivo desses números alarmantes é a falta de produção no próprio país.
Notícias como essas deixam claro que há uma grande relação entre crescer economicamente e preservar a natureza. O que os países ricos dizem tentar hoje, em sua maioria, é encontrar o ponto ótimo para esse dilema.
Em nenhum momento, o investimento para aumentar as indústrias e a produção foi deixado de lado. Porém, são raros os atos efetivos contra a destruição ambiental. A preocupação parece não sair do papel.
Os últimos encontros mundiais para discutir essa questão não mereceram tantos destaques.
A esperança é que um dia os "poderosos homens" percebam que sem a natureza não há vida, não há produção, muito menos lucro. O hoje nunca será realmente bom se não programarmos o amanhã. Fica a lição. E quanto a Cuba? Quem sabe ela não está na nossa frente, em vez de atrasada, como dizem os capitalistas. Pensemos nisso!

DESENVOLVIMENTO X PRESERVAçÃO

SOBRE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL - Parte II

Denis Russo Burgierman – Jornalista e Colunista da Veja.com

Você deve estar ouvindo falar sobre o grande dilema amazônico: a necessidade de desenvolver a região não combina com a necessidade de manter a floresta em pé, essencial para evitar o aquecimento global. Pois esse é um falso dilema. Isso ficou claro conversando com o Beto Veríssimo, um dos principais cientistas da floresta, pesquisador da seriíssima ONG Imazon, reconhecido no mundo inteiro.
O modelo que temos hoje é ruim para a floresta e é ruim para o desenvolvimento.
É assim: está lá a floresta. Aí chegam as madeireiras, derrubando tudo. Menos de uma década depois, elas vão embora floresta adentro, em busca de mais madeira. Chega o gado, ineficiente, espalhando bois por uma área enorme. Em cinco anos, o solo está esgotado. A terra amazônica é pobre, é ruim para agricultura. Logo não serve nem para pasto. Mas não tem problema. Quando isso acontecer, as madeireiras já terão avançado mais, e haverá mais terra para os bois. Até que vai acabar tudo.
É óbvio que esse modelo é insustentável. O que não é tão óbvio é que ele não é nem sequer lucrativo (a não ser para uma meia dúzia de pessoas). O que a pesquisa de Beto mostrou é que esse jeito de explorar a floresta dá “preju”. Ele juntou um monte de dados para mostrar que, depois que esse processo começa, a região fica efetivamente mais pobre. O PIB, medida de riqueza, cai.
Todos os indicadores sociais – doença, mortes, violência – pioram. O Brasil fica mais pobre.
É o que ele chamou de modelo de “boom-colapso”. Primeiro há uma sensação de desenvolvimento. Madeireiras abrem as portas, o preço da terra sobe, pessoas arrumam empregos. Aí, quando o solo se esgota, tudo fecha, todo mundo perde o emprego e o lugar fica mais pobre do que era antes. As taxas de homicídio explodem.
Como escapar desse modelo absurdo? Não é fácil. Mas o primeiro passo é parar de avançar sobre a floresta. E como parar de avançar sobre a floresta, se o incentivo da terra barata e da vigilância falha é tão irresistível? Bom, você pode ajudar. A dica do Beto:
Eu acho que você tem que evitar qualquer carne produzida na Amazônia. Com a madeira, já é possível saber a procedência e separar a madeira legal, certificada, da que destrói a floresta. Mas com a carne não. Os pecuaristas fizeram muito pouco progresso nesse aspecto. A única solução é comer apenas carne produzida em outras regiões.
E como saber se a carne que você compra vem da Amazônia ou não? É difícil, mas três grandes redes de supermercado (Pão de Açúcar, Carrefour e Wal-Mart) já se comprometeram a não vender carne de lá. Esperemos que outros mercados e açougues sigam o exemplo, mas, enquanto isso, uma dica segura é optar por um desses três. Se pararmos de avançar sobre a floresta, podemos recuperar as terras já desmatadas e colocar as 80 milhões de cabeças de gado da Amazônia para pastar lá, com mais eficiência do que hoje.
Fazer essa mudança vai custar caro. Mas, ao final do processo duas coisas vão acontecer: a floresta vai ser salva e o Brasil vai ficar mais rico.
Como se vê, o dilema do desenvolvimento X preservação é uma bobagem.

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

SOBRE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL - Parte I

Marina Silva observou que a discussão ambiental no Brasil tem de ser diferente daquela feita nos países ricos, que toma como base o “preservacionismo”.
“Aqui no Brasil nunca foi o preservacionismo o que orientou nossa discussão ambiental. Na realidade, aqui a questão se coloca como sócio-ambiental, integrando a preservação à necessidade de melhorar a vida das pessoas”, afirmou.
A ex-ministra disse que entrou em conversas informais com o PV porque o partido estaria fazendo essa reforma ideológica para adaptar suas bases ambientalistas.
“Os partidos verdes nasceram na Europa com uma visão de natureza em si mesma e só há duas décadas um PV surgiu no Brasil. E agora o Partido Verde (brasileiro) se coloca com intenção de fazer uma revisão programática para chegar às reais necessidades da sociedade brasileira”, disse a senadora.
É necessário que o rigor da lei seja aplicado. Este é o primeiro passo. Elas existem, mas não são cumpridas. Pelos crimes ambientais que são cometidos deveríamos ter mais bandido na cadeia por estes crimes do que por qualquer outro.
Toneladas de peixes foram mortos na Baía da Guanabara, milhões de outros mortos no Rio dos Sinos e tudo que se faz é autuar e multar as empresas, além de carinhosamente pedirem para que reduzam em 30% a emissão de efluentes. Pasme, enquanto durar a situação emergencial.
Não vamos nem falar das grandes extensões de terras improdutivas, mas desmatadas às margens das rodovias para especulação imobiliária, além da extração ilegal de madeira das nossas florestas. O tráfico da esperança!
O capitalismo internacional criou a expressão DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL, absolutamente hipócrita. No "desenvolvimento" só existe sustentabilidade para os interesses mais mesquinhos do grande capital. As agressões ao meio-ambiente, diante das grandes demandas consumistas do momento atual, parecem nos levar inexoravelmente a uma destruição iminente. Qualquer providência em defesa do meio-ambiente será tardia, mas retardará nosso fim. Então, mão à obra. Tem lugar para todo mundo.
Com bom senso, visão global e muita criatividade. Desenvolver é criar oportunidades e não aniquilar o planeta. Com tecnologia e educação é possível deixar de lado a ganância e gerenciar recursos de forma saudável para o bem estar de todos.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Desenvolvimento Sustentável: Crescendo consciente.

*foto Évanny Raquel 2010


Atualmente o mundo se vê em dois prováveis extremos: desenvolvimento e preservação ambiental. Prováveis porque talvez não sejam tão extremos, pode-se até tentar conciliar-los, como um desenvolvimento sustentável.
Acreditar que pode haver algum desenvolvimento visando a conservação da natureza parece improvável. Em uma sociedade capitalista e ambiciosa essa idealização torna-se utópica, pois essa visão de crescer cada vez mais sem se importar com as consequências acaba gerando impactos, prova disso é o aquecimento global. Deve haver um mover na sociedade e em seus respectivos líderes sobre a questão ambiental, lembrando que não cuidar da natureza é acabar agredindo nós mesmo por fazermos parte dela.
O desenvolvimento sustentável tem como definição mais aceita o "desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações. É o desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro." Esse é o tipo de desenvolvimento que traz o crescimento consciente. É preciso planejamentos de gestão ambiental, criar políticas públicas, investir na educação ambiental, capacitar as pessoas, promover projetos e entre outros.
Partindo desse ideais e pondo-os em prática, poderemos ver e comprovar que é possível se desenvolver e preservar a natureza. O primeiro passo é mudar esse pensamento de utopia e começar a ação. Não é de um dia para o outro que se vê mudança, mas sim o progresso. Desenvolvimento sustentável é crescer com qualidade e não com quantidade.






*Texto baseado no site http://www.wwf.org.br/informacoes/questoes_ambientais/desenvolvimento_sustentavel/ acessado em 08/12/2010

desenvolvimento e preservação, continuação de primeira postagem

O futuro dos recursos naturais encontra-se ameaçado porque a sociedade vem acelerando o ritmo de mudanças na terra e com isso diminuindo a biodiversidade natural do nosso planeta. Essas mudanças acarreta a concentração de gás carbonico na atmosfera, poluição dos rios, lagos, zonas costeiras, baías e desmatamentos continuos. Todos esses fatores são as principais causas e consequencias da degradação e desaceleração do nosso planeta.
O desenvolvimento de forma sustentavel é muito importante não só para o planeta mas tambem para toda população, porque alem de garantir atender as necessidades atuais, ele não esgota os recursos para o futuro. Para esse fator ser alcançado é necessario o planejamento e um reconhecimento de que os recursos naturais são finitos. Ele sugere de fato a qualidade e não a quantidade demostrando a redução do uso de materias -primas e e produtos, aumentando a reutilização e a reciclagem.
Para chegar ao desenvolvimento sustentavel é necessario a concientização e educação ambiental da população que é vital e indispensavel para natureza e isso só será possivel com a participação da população

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

SUCESSÕES ECOLÓGICAS

As sucessões ecológicas ocorrem com as mudanças que alteram na organização da comunidade no decorrer do tempo. Os fatores abióticos influenciam diretamente nas alterações ocorridas no meio ambiente, limitando o desenvolvimento das espécies.
Devido a essas mudanças, a sucessão ecológica divide-se em três fases distintas, sendo elas pioneiras, intermediarias e clímax. A comunidade pioneira é percebida quando o terreno está desmatado e abandonado, onde o solo fica exposto a erosão, tornando-o cada vez mais estéril. Essas mudanças causam a extinção de várias espécies nesse habitat. Uma comunidade pioneira é denominada pelo surgimento de espécies que instalam-se numa aréa despovoada. Outra comunidade que age com as mudanças do tempo, é a comunidade intermediaria, são elas que instalam-se numa aréa, onde já se encontra a comunidade pioneira. Depois de algum tempo esse local apresenta uma vegetação característica. A comunidade clímax demonstra que a aréa está em equilíbrio com o ambiente, sendo ela a etapa final da sucessão ecológica.
Além das fases, as sucessões ecológicas são constituídas por dois tipos básicos, sucessões primárias e as sucessões secundárias. As sucessões primárias são ocupações de espécies em locais nunca habitados. Nas sucessões secundárias, são as mudanças causadas por alterações ambientais ou pela intervenção dos seres humanos, que a destinge.
Portanto, as sucessões caracteriza uma aréa de acordo com a sua vegetação. E que apesar das alterações ocorridas nomeio, esses locais são capazes de se regenerar.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

PAULINO, W. R. Sucessões ecológicas. Biologia: genética, evolução, ecologia. São Paulo: Ática, 2005. Cap. 18, p. 238-244.