sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

9. Manguezal

O manguezal está localizado na região costeira do Brasil, no encontro de águas doces e o mar. A vegetação típica são árvores com raízes respiratórias, os animais em sua maioria são moluscos, vermes poliquetas, crustáceos, peixes e aves. Também são encontrados alguns mamíferos e o jacaré.

“Alguns animais, como certos caranguejos e ostras, vivem permanentemente no mangue; mas a maioria vem do mar e passa apenas uma fase da vida no mangue, que funciona como um grande viveiro, no qual várias larvas de invertebrados marinhos e peixes se reproduzem e se desenvolvem. Os mangues servem também para amortecer o impacto das marés e para reter sedimentos trazidos pelos rios, evitando o assoreamento das praias. Infelizmente, por causa da valorização das regiões onde geralmente estão localizados, boa parte dos mangues já desapareceu.Eles são aterrados e usados para especulação imobiliária, poluindo os mares pelos esgotos domésticos. Os que ainda não desapareceram são atingidos por lançamento de produtos químicos e derramamento de petróleo, pesca sem controle e pela exploração da madeira.” (Sérgio Linhares e Fernando Gewandsznajder 2003)                                                                                   

Apesar de tamanha importância, o manguezal também sofre grande ação humana, impactando não só esses como outros biomas dependentes dele. “Além dos recursos naturais de utilização direta, como a fauna e flora, os manguezais produzem vários serviços indiretos, muitas vezes não percebidos pelas pessoas. Os manguezais protegem a linha de costa e as margens dos estuários contra erosão, nesse sentido são utilizados, em alguns países, para proteção de hidrovias e zonas urbanas litorâneas. Ao longo dos rios os manguezais protegem as áreas ribeirinhas contra as enchentes, diminuindo a força das águas. São importantes retentores de metais pesados e grande seqüestrador de carbono.” (Reinaldo Martins Lemos)

Évanny Raquel

7 - 8 Mata de Araucária e Mata dos Cocais

7. Mata de Araucária


A mata de araucária é uma floresta de clima subtropical que ocupa parte do estado de Minas Gerais, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná.
 “As árvores são do gênero coníferas, da família Araucariaceae, a espécie que predomina na região é a araucária augustifolia. As folhas são estreitas e compridas e sua estrutura  vegetativa é bastante homogênea, pois não há grandes variações de espécies de araucárias, além de se localizarem espaçadas uma das outras. As araucárias atingem até 50 metros de altura e produzem sementes comestíveis, denominadas de pinhão. São identificadas, em menor número, plantas como vários tipos de canela, cedro, ipês, erva-mate e imbuia. 
Apesar de sua extrema importância, atualmente existem apenas 3% do total original dessa formação vegetal. Os principais fatores que conduziram à tamanha degradação foram a ocupação urbana, a extração de madeira e a agropecuária.
” (site Mundo Educação)      
Tem árvores de grande porte, onde o pinheiro-do-paraná se destaca. Há várias espécies de insetos, aves e mamíferos, muitos deles se alimentam da semente do pinheiro, o pinhão. Por suas árvores crescerem rapidamente, elas são utilizadas para a fabricação de móveis e de papel. Por causa dos impactos ocorridos nesse ecossistema, muitas espécies estão ameaçadas de extinção.

8. Mata dos Cocais 

Entre a floresta Amazônica e a caatinga está localizada a mata dos cocais ou babuçais que é formada por vários tipos de palmeiras, considerada zona de transição de biomas.                            
  “Os dois principais tipos de vegetação da mata dos cocais exercem grande importância na vida  das pessoas que vivem do extrativismo. Essas atividades desenvolvidas com o babaçu e a carnaúba não geram nenhum prejuízo ambiental, uma vez que são retirados somente os frutos e as folhas e essas são recompostas pela planta, ou seja, brotam novamente.
O que tem colocado em risco a conservação da mata dos cocais é a ocupação agropecuária, pois retira a cobertura original para que o local seja ocupado por pastagens para a 
criação de gado e lavouras de monoculturas.” (site Mundo Educação)


Évanny Raquel

Quando a Vitima é Você!

Poluição do ar, do meio ambiente, aquecimento global, derretimento das calotas polares, buracos na camada de ozônio, enchentes, e muitos outros fatores atualmente vêm atingindo sem preconceitos todas as classes sociais. Tem se demonstrado igualmente democrática, isso se reflete na perda da qualidade de vida, em decorrência dessas mudanças ambientais, das quais, muitas vezes temos uma parcela de culpa significante.
A crescente urbanização levou à destruição dos ambientes naturais, paralelamente a falta de saneamento básico provoca a poluição das águas e como conseqüência aumentam consideravelmente o numero de doenças que atingem o ser humano.
O desmatamento atualmente vem acontecendo em passos largos, provocando a quase que total destruição de alguns biomas. Os principais causadores da diminuição dos ambientes naturais são entre outros a produção agrícola e pastoril, o crescimento urbano e a mineração. Como exemplo vivo de desmatamento acelerado temos no Brasil números exorbitantes relacionadosà Amazônia, essa conhecida como o pulmão do mundo.
O capitalismo, modelo econômico fundamentado no acumulo do lucro, se fortalece a cada ano sem se sensibilizar com a destruição dos recursos naturais, reafirmando o poder do consumo e do crescimento desordenado. Desta forma, o homem contemporâneo vem gradativamente sofrendo os efeitos desse contexto social criado e expandido por ele mesmo, tornando-se uma das principais vítimas dessa destruição, pois os efeitos do consumo exacerbado se refletem em calamidades ambientais que atingem a todos em proporções iguais.
A crise ambiental contemporânea e a dificuldade de se resolver o conflito entre desenvolvimento e conservação do meio ambiente tem levado a inúmeras discussões que refletem sobre as maneiras de se minimizar o abismo existente entre a apropriação da natureza e suas transformações, muitas vezes culminando em devastações. Entretanto para se alcançar um bom nível de desenvolvimento sustentável se faz necessário a adoção de um modelo que exige mudanças radicais na mentalidade e percepção das pessoas, onde a dimensão ambiental terá um lugar privilegiado no cotidiano de todos.

Verde capim

Nasce verde
O capim da serra
Vem o sol
E o amarela


Porque será?

Que o sol se encontra assim...
Descontrolado
Como a chuva
Que tem causado
Alagamento

A culpa é sua?
A culpa é minha?
Tecnologia
Que o homem cria

Lixo a toa
Em qualquer lugar
Destruindo a natureza
Enfurecendo o mar

A cidade cresce
O verde some
E o culpado
Disso é o homem?

Paródia sobre o meio ambiente, música de base: menino de rua.

Vou pedir para vocês
Meu povo do meu Brasil
Não jogue lixo nos rios
Cuide da Fauna e da Flora
Brasileiros por favor
Para cuidar dessa terra
Conto com ajuda sua.

Ta ouvindo ...ta ouvindo!

É no meio ambiente
Que encontramos nossos frutos
Seja da terra ou do mar
Isso em qualquer lugar
Por isso peço oh! galera
Não jogue por ai latinha
Ferro velho e papelão.

Se ligou não foi!

Quando andamos pela rua
Todo mundo só reclama
É esgoto a céu aberto
Casa enchendo de lama
Me desculpe meu amigo
A causa desse perigo
Não esqueça que é sua.

ta escutando! ta escutando...

O meio ambiente está de um jeito
Que não encontramos mais as matas
Os animais estão fugindo
Muitos morrem nas estradas
Os peixes morrem no mar
O povo não quer cuidar
Dos nossos rios e do ar.

Vamos cuidar gente! vamos cuidar...

Veja só no quer que deu
Chove de noite de dia
Cidades debaixo da água
Uma grande agonia
Pra mudar a situação
Peço a sua colaboração
Todos juntos em ação.

Se ligue ai meu irmão! se liga...

Meu amigo cidadão
Me faça esse favor
Sou filho da natureza
Sei que você também é
Então faça a sua parte
Vamos pará de poluir
Sei que você é capaz.

então manda ver...


Vem logo cidadão
Faça-nos esse favor
Somos todos consciente
Que a natureza tem seu valor.

Refrão:

Se todos não ajudar
O meio ambiente, não vai ficar
Do jeito que Deus criou.(bis)

Copa do Mundo 2014


Cidades e Mudanças Climáticas

Sumário Executivo da Pesquisa com Público Geral e Formadores de Opinião do Rio de Janeiro

Principais Achados e Conclusões do Estudo



O Rio de Janeiro é tido como um lugar bom para se viver. No entanto, um contraponto
diferencia a visão da população daqueles que são formadores de opinião: enquanto
estes observam a qualidade de vida em melhoria constante e têm uma leitura
auspiciosa do futuro, a população em geral tende a acreditar que possa haver, nos
próximos anos, uma redução da qualidade de vida na cidade.
A satisfação atual em morar no Rio de Janeiro não se reflete em satisfação com as
condições estruturais da cidade. O acesso da maior parte da população aos serviços de
infraestrutura e apoio social garante uma boa qualidade de vida para a população, mas
a satisfação com os serviços disponíveis é moderada.
Problemas de segurança pública preocupam os moradores atualmente e constituem a
principal preocupação com o futuro da cidade. A saúde pública também é considerada
pela população como um grave problema atual e motivo de preocupação com relação
ao futuro, ao passo que os formadores de opinião ressaltam problemas de mobilidade
urbana.
O trânsito é razão de aborrecimento e insatisfação entre a população. Passando cerca
de duas horas e meia por dia no trânsito, a população transparece impressões de
ineficiência da mobilidade urbana, que se tornam ainda mais evidentes entre aqueles
que utilizam automóvel particular.
Os cariocas apresentam grande expectativa de melhoria das questões de
infraestrutura urbana nos próximos anos, e depositam forte esperança na Copa de
2014 e nas Olimpíadas de 2016 como impulsionadores do processo de
desenvolvimento estrutural da cidade.
O plano de metas desenvolvido pelo governo para sediar a copa do mundo de 2014 e
os jogos olímpicos de 2016 apresenta estratégias congruentes com as deficiências da
cidade sentidas pela população e pelos formadores de opinião. Ações estruturais como
a extensão do metrô e a extensão do policiamento comunitário respondem a
problemas de transporte e segurança pública, amplamente citados pelos cariocas.
O alinhamento entre o plano de metas desenvolvido pelo governo e as deficiências da
cidade, claramente identificadas por seus moradores, proporciona grande
receptividade e expectativa acerca da realização dos jogos no Rio Janeiro, além de
forte aprovação e incentivo da população ao plano de metas do governo.
O turismo é o setor para o qual se espera maior crescimento decorrente do
recebimento dos jogos mundiais no Rio de Janeiro, especialmente entre os
representantes das empresas. A oportunidade para desenvolver trabalhos voltados na
área de sustentabilidade emerge entre os representantes de ONGs, enquanto negócios
voltados ao transporte urbano se destacam entre líderes do governo.
Os cariocas possuem relação de confiança moderada com os principais agentes de
mudança da sociedade. Embora atribuam maior credibilidade à mídia e o governo seja
visto com maior descrença, ambas instituições permanecem no mesmo patamar de
confiabilidade moderada.
O governo, ainda que no piso da credibilidade, é a instituição que protagoniza o
cenário de soluções dos problemas socioambientais no contexto urbano. É
responsabilizado por uma série de problemas estruturais urbanos (como educação,
violência, mobilidade, transporte público, saneamento básico e enchentes) para os
quais também lhe é atribuída credibilidade para a resolução.
As empresas também ocupam posição de destaque na resolução dos problemas da
cidade. São responsabilizadas principalmente por danos gerados pelas atividades
produtivas e escassez de recursos naturais, problemas para os quais também obtêm
credibilidade para atuarem como solucionadoras.
As ONGs são percebidas como importantes agentes de atuação em questões
ambientais e educacionais. Já aos indivíduos é atribuída a responsabilidade e
capacidade de mudança de questões relativas às condições ambientais como poluição
e lixo urbano.
As mudanças climáticas são um problema real para os cariocas. Mais de a metade da
população está alarmada com a questão, e a grande maioria acredita que são
necessárias medidas urgentes no combate ao aquecimento global.
Os cariocas percebem a problemática das mudanças climáticas como uma questão que
vem piorando nos últimos anos, e que tende a se intensificar ainda mais no futuro,
constituindo um dos principais fatores de baixa da qualidade de vida na cidade e
dividindo espaço com problemas de estrutura urbana na agenda pública.
A ocorrência da crise ambiental e o impacto que ela pode causar no cotidiano urbano
são claramente percebidos pela população, que concorda com a previsão de futuros
problemas advindos das alterações climáticas como a redução de áreas verdes, chuvas
forte e repentinas, alterações bruscas de temperatura, aumento do preço da energia e
enchentes. Justificar
Apesar da conscientização em torno da temática ambiental, a população ainda não
possui um consenso sobre a pertinência do investimento no combate às mudanças
climáticas. Os formadores de opinião, pelo contrário, estão certos que o investimento
é necessário e não simboliza um prejuízo à economia nacional.
http://www.cebds.org.br/sustentavel/apresentacoes/Parte3_Conclusoes_Gerais.pdf
Acesso em: 17 dez. 2010

Turismo Rural


O Brasil é o quarto país do mundo na prática do Turismo Rural, uma atividade que valoriza o patrimônio cultural, histórico, culinário e humano da vida do campo.

O Turismo Rural ja percorreu um longo caminho, desde a década de 80 do século passado, quando foi introduzido pelos europeus na região Sul do Brasil, como alternativa de agregar receita às fazendas. A maioria das fazendas que praticam o Turismo Rural oferece hospedagem em hotel ou pousadas.

Ao longo dos tempos, atividades diversas, caracteristicas de cada região, contribuiram para fixar o homem no campo, através do Turismo Rural, como, por exemplo: a agricultura familiar das fazendas de cacau de ilhéus; as fazendas de gado do Pantanal, com a diversidade da avi-fauna e dos cavalos pantaneiros, adaptados na lida com gado em terrenos úmidos; o ciclo do café em Minas Gerais e São Paulo, da tradicional economia rural café com leite; o ciclo do açucar na região Nordeste; a produção de vinho na região Sul; as cachaçarias do Sul e Sudeste; as tradições da colonização européia na região Sul.

O estado de Minas Gerais é lider na prática do Turismo Rural, valorizando as fazendas antigas, dos engenhos movidos à roda d’agua, moinho de milho, os carros de boi, a culinária típica e, enfim, todo um passado revivido e organizado para o lazer dos turistas da cidade.

Sergipe tem vocação rural, sendo que o Boa Luz ZooParque foi pioneiro em oferecer aos sergipanos o Turismo Rural, enriquecido pelas atividades de um parque multi-temático. Mas a Fazenda e Haras Boa Luz não perdeu suas atividades primárias. Pelo contrário, foram revitalizadas e integradas ao turismo rural, interagindo com os visitantes, como forma de lazer e educação. Todas as atividades do Boa Luz Hotel e ZooParque são praticadas com responsabilidade sócio-ambiental.

O Turismo Rural resgatou a valorização do meio rural pelo cidadão urbano, sendo atividade agregadora de valor ao agronegócio. Além de gerar renda, fixar o homem no campo, reduzindo o êxodo rural, o Turismo Rural tem foco imporante na conservação ambiental.

O Turismo Rural propociona ao turista a oportunidade de viver o campo, sendo alternativa de aliviar o estresse do agito da vida urbana.

O café colonial, caracteristico da culinaria da manhã e meio de tarde nas fazendas antigas, é marca registrada do Turismo Rual, não podendo faltar na mesa as delicias da culinária da fazenda - macaxeira, cará, cuscuz, queijos, pães e bolos caseiros, manteiga da fazenda, leite natural.

O produto apresentado ao turista é o mundo agropecuario e o contexto conceitual da vida rural, integrando o turismo às atividades produtivas da fazenda.


Disponível em: http://www.viajandosergipe.com.br/turismorural.html
Acesso em: 15 dez. 2010